quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Making notes

Pra não esquecer...

Quinta-feira, 10/02: Connect Group, Liberty Church @ Spunto (http://www.spuntothincrust.com/)

Sexta-feira, 11/02: The Phantom of the Opera @ Broadway + Carmine's (http://www.carminesnyc.com/) w/ Fabi

Sábado, 12/02: Valentine's Day Dinner Party @ Buona Notte (http://www.buonanottenyc.com/) w/ Jessi Marquez + 1OAK (again) w/ Ronan e Maranna

Domingo, 13/02: Manicure (pé e mão - ieiiii!) + NY Fashion Week event - Allison Parris @ Studio XXI (http://www.studioxxinyc.com/) + Jantar de boas-vindas pro Fábio à la maison com direito moqueca de peixe

Segunda, 14/02: Café da manhã de boas-vindas pra Alana e Mirella (pão de queijo e cookies) + reunião anti-harassment @ Cipriani + promenade dans le Soho + Valentine's Day (sem valentine) @ Le Petit Cafe - com trilha sonora francesa no Soho

Terça, 15/02: Guggenheim Museum com audio tour (http://www.guggenheim.org/) + Frick Collection com audio tour (http://www.frick.org/) + Madison Av. walk (love it!)

Quinta, 16/02: guardei o casaco do Ralph Lauren!!!!!!!!!!!! + café e boa conversa com Krista von Stein numa pracinha + Empire State Building at night

Programação de amanhã:

Statue of Liberty + Ellis Island + Battery Park + Federal Hall + Brooklyn Bridge + Girl's Night Out @ Sofia's of Little Italy (http://www.sofiaslittleitaly.com/)

PS: sem tempo pra atualizar + essa semana parece verão!  + amando Little Italy

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Let your heart beat for the city

Semana passada a Gi (http://lesamiesdoces.blogspot.com/) estava em Manhattan. Ela deixou a filhinha de 5 anos pra realizar um sonho profissional: a especialização em cupcakes! Que orgulho, amiga!

Nós conseguimos nos encontrar uma noite, num jantar no Métrazur (http://www.charliepalmer.com/Properties/Metrazur/), um restaurante localizado no Main Concourse do Grand Central Terminal, escolhido pelo John (marido da Gi e meu amigo e professor de francês) em razão de algum renomado chef de cuisine. O lugar, a refeição e o vinho estavam maravilhosos... A companhia e a conversa é que não têm preço.

Pude compartilhar pessoalmente com uma amiga, após 1 mês longe da Vivi, as experiências que vim passando, as saudades de casa... A Gi disse que também foi muito difícil deixar a Lara e tomar coragem pra agarrar a oportunidade, mas que deveria aproveitá-la.

Foi o que me despertou. Se eu paro pra pensar, tudo deu certo! Deus esteve sempre ao meu lado, tomando conta do meu caminho... E muitos dos obstáculos que tive que superar eu mesma criei. Decidi que preciso trazer além do meu corpo, os meus pensamentos, minha alma e meu coração pra este lugar. Viver Nova York. (Foi inclusive o último sermão que ouvi da Andi na Liberty). Eu comecei a colocar amor no que eu faço - sim, guardar casacos -, e tentar dar amor às pessoas que me cercam.

Agora sou eu quem chama os colegas de amore mio ou mi amor (dependendo da nacionalidade), and I really mean it! Estou longe de ser a pessoa mais feliz do mundo, mas tento distribuir sorrisos e dar o que eu posso e tenho: love, 愛, amour, amore, amor, amor!

PS: ok, confesso, a tradução chinesa vem do google - em homenagem à excursão de 50 dólares pra Washington (conto outra hora...).

The worst part

Adquiri o hábito de adiar minhas postagens eu acho... Mas dessa vez a explicação é razoavelmente aceitável: trabalho! Por duas semanas tive um 2nd job num mercado aqui perto de casa. Pensei que estava fazendo pouco com a rotina no Cipriani e voltei a procurar empregos. Imediatamente consegui a vaga de caixa nesse lugar. O Hudson Greene Market (http://www.hudsongreenemarket.com/) é novo aqui em Jersey City. Não é daqueles com caixas individualizados e longas filas; tem apenas 3 caixas num balcão... A proposta deles é gourmet, com produtos mais refinados.

Anyway, minha jornada começava às 7h da manhã e ía até às 4h da tarde, com meia hora de almoço. De lá, corria pra casa pra tomar um banho e trocar de roupa pra sair às 5h - a tempo de chegar no Cipriani às 6h, onde nunca sei que horas entregarei o último casaco...

No dia mais movimentado eu tive que ficar até às 2h30min da madrugada trabalhando (18h30min intensos!). A tempestade de neve azucrinava do lado de fora e eu sabia que não conseguiria voltar pra casa. Após 1h de tentativas frustradas pra desatolar os carros dos funcionários, dividimos um taxi (pago pela empresa). Consegui um sofá no apartamento do segurança do Cipriani (não o subestimem, ele mora num ap estilo arte moderna em Hell's Kitchen - Midtown West Side de Manhattan...), o Derrick, que disse que ninguém deveria ser homeless em NY.


Depois desse dia, por óbvio, meu corpo saturou. A imunidade despencou e a gripe me atingiu. Ainda assim eu saía de casa, fui à igreja, ao jantar na casa do pastor... E na semana seguinte tive que ficar de molho um dia inteiro.

Eu sabia desde o início que algo estava errado, ficar no mercado por 9h diárias era um sacrifício, um tédio... Não podia simplesmente pedir a conta em 2 semanas, mas torcia o tempo todo pra ser despedida.

Nesta semana havia uma funcionária nova quando cheguei, segunda-feira. Após uma hora me chamaram e demitiram. Que felicidade!!! Os piores dias da minha viagem acabaram! E  ainda por cima descobri que o Cipriani não é tão ruim assim...

domingo, 23 de janeiro de 2011

A hundred times blessed

Chegou o dia de eu escrever maravilhada! Finalmente, hoje posso dizer que meu coração está alegre e consegui ver todas as maravilhas que Deus tem feito ao meu redor. Da útlima semana pra cá eu fui abençoada tanto material como espiritualmente...

Até pensei em voltar pra casa de tanto que eu sentia falta do verão, do sol, de lagartear na praia... Tudo o que eu conseguia pensar era nas pessoas que amo desfrutando do nosso maravilhoso litoral catarinense. Que inveja! Mesmo tendo a rara chance de estar morando em Nova York, eu passei por essa crise. Sabe como Deus me mostrou que eu deveria ficar aqui? Um convite da Bia, pra passar as férias com ela... E sabe onde? No Havaí!!! Caramba! Eu pedi praia, sol e mar, mas não estava esperando isso no Havaí!

Além disso, a própria Bia é alguém especialmente colocada na minha vida. Sem que eu conte ela sabe qual a minha necessidade, e sem que eu peça ela me incentiva, aconselha e impulsiona no caminho certo...

No plano espiritual eu encontrei o que estava procurando em NY: uma igreja onde eu pudesse congregar e conhecer pessoas, fazer amizades... E não cheguei a qualquer uma! Depois de muitas orações, ela veio até mim pelo Facebook, num dos anúncios que ficam do lado direito da página. Um casal que morava na Austrália, e frequentava a Hillsong (sim, Lô!), há alguns anos teve um sonho de fundar uma igreja em NY, onde eles nunca haviam estado... Se mudaram pra cá na metade do ano passado, mas não sabiam por onde começar. Com três filhos, eles tinham que dar conta dos negócios e da igreja, cujo nome, também revelado (a cada um deles, separadamente), é Liberty. Bom, durante os últimos meses eles trabalharam na construção dessa igreja e depois de alguns encontros, hoje foi o primeiro culto! E eu participei! Eu senti aquela sensação de não querer mais sair de lá, encontrei o meu lugar, onde o Senhor queria que eu estivesse! Ah, e eu que fiquei pensando como poderia conseguir uma Bíblia em inglês, saí de lá com duas!

A Palavra começou em Gênesis 12:
The Lord had said to Abram, "Leave your native country, your relatives, and your father's family, and go to the land that I will show you. I will make ou into a great nation. I will bless you and make you famous, and you will be a blessing to others. I will bless those who bless you and curse those who treat you with contempt. All the families on earth will be blessed through you".
Isso tocou o coração de muitos que vieram a NY deixando seu país e família, inclusive e especialmente o meu. Mal posso esperar pelo que ainda está reservado!

Bom, o post de hoje é de agradecimento. Gostaria de pedir a quem quer que esteja lendo que faça uma oração agradecendo a Deus pelo que Ele está fazendo na vida desta sua filha, irmã, sobrinha, amiga, amiga da amiga, ou seja lá qual for o grau de relacionamento... Se quiser fazer algo mais, vá atrás do que eu encontrei pra ser igualmente abençoado(a), Jesus: Your love never fails, it never gives up, it never runs out on me.

PS: Pra não passar em branco... Essa semana também conheci o Metropolitan Museum of Art (http://www.metmuseum.org/), um dos maiores do mundo, com mais de 2 milhões de peças de arte. Novamente me deparei com galerias de Monet, onde eu poderia passar todos os meus dias...

domingo, 16 de janeiro de 2011

In New York, concrete jungle where dreams are made of...


É, NY é uma selva. Os filmes de que me lembro aqui são "O Diabo Veste Prada" e "Advogado do Diabo": tudo é aparência, dinheiro e diversão. Não sei se posso generalizar, mas onde trabalho as mulheres impressionam pelo visual, os homens pelas posses e não há compromisso. Qual será o significado da vida pra essas pessoas? O que eles fazem aqui?

I don't belong here...

Ultimamente eu tenho me questionado tanto e não consigo achar nenhuma resposta. Eu vim pra cá pra experimentar independência, autonomia e responsabilidade, tendo que tomar conta de mim e da minha casa. Deus me trouxe pra esta casa, pois provavelmente seria demais ter que me preocupar também com isso.

Eu ainda não sei que lição preciso aprender no trabalho, talvez humildade, mas tenho dificuldade. A pior e maior sensação é a de que eu não estou no lugar certo, que ainda não encontrei o que deveria aqui, e não tenho a mínima ideia de onde começar a procurar e nem sei se vou achar no tempo que me resta.

O meu inglês está sendo pouco praticado, e a fluência que eu esperava atingir ainda está distante. Eu não quero desistir e voltar pra casa, não perdi a esperança de que algo bom vai acontecer, mas tenho medo porque o tempo passa depressa... Um brinde às dúvidas, como diz a Flávia, cheers!

Since I made it here I can make it anywhere

Ontem passamos o dia preparando a chegada da Bia e da Vitória. Fizemos as coisas em conjunto, cada um contribuindo a sua maneira, para recepcioná-las de modo aconchegante. A Flávia e o Cláudio prepararam um jantar com carne e vinho, a outra Flávia comprou toalhas de mesa e cozinha e uma colcha pro quarto, a Gabi cozinhou deliciosos cupcakes de sobremesa, a Marcela ajudou nas compras e escolha dos sorvetes e eu fiz os dois primeiros arranjos de flores da minha vida, e fiquei feliz com o resultado. Pra Vitória colocamos presentes embaixo da árvore de Natal (eu dei um The Little Prince pop-up book).

Apesar do cansaço, a Bia é bem animada e alegre. Ainda não tivemos muito contato, porque a casa está cheia e eu me sinto como um peixe fora d'água. Todos de alguma forma são bem mais próximos dela que eu, até mesmo a Marcela, que chegou aqui através de amigos em comum e sua família encontrou com a Bia em Brasília.

O ponto alto da noite de ontem foi uma conversa que tive em inglês com a Flávia (amiga e professora de inglês), com quem pude desabafar e ser compreendida. Ela teve uma percepção interessante e verdadeira de mim, daquelas que nós mesmos distorcemos na maioria das vezes... Observou que eu sou mais adulta que a minha idade, que dou bastante valor à (minha) imagem, e gosto de beleza. Além disso, ouviu minhas angústias e entendeu como eu me sinto em relação ao emprego no Cipriani: "puro-sangue, puxando carroça", lembrou do Engenheiros. E com mais música foi me ajudando, essa que dá título e significa já que eu consegui aqui (em NY), posso fazê-lo em qualquer lugar.

Star Trek

Eu nunca assisti Star Trek mas achei interessante a comparação da Flávia. Ela é uma amiga de faculdade da Bia que veio de férias com o marido, Cláudio. Eles passaram o Ano Novo com a gente, depois foram esquiar em Denver, e voltaram pra cá anteontem. Bom, a Flávia comparou Nova York ao Star Trek, pois aqui é o lugar em que se reconhece o "planeta" a que a pessoa pertence, ou de onde vem.

Em cada trem de metrô tem pelo menos um indiano, um latino e é quase possível diferenciar os asiáticos da China, do Japão e da Coréia. Difícil aqui é encontrar um legítimo americano ou conhecer um autêntico nova iorquino. Não é preciso falar inglês pra viver em Nova York, às vezes eu sinto falta de não falar espanhol!

É interessante poder comparar cada cultura aqui reunida. Semana passada eu fui a Newark, a cidade com a maior concentração de brasileiros dos EUA, no aniversário de um amigo do Ronan. Foi a festa mais brasileira em que eu já estive, com direito a decoração de futebol e roda de samba ao vivo.

Na quinta-feira, com a Flávia (tia) e a Gabi, assisti a um ballet chinês (http://www.shenyunperformingarts.org/) no Lincoln Center, cuja técnica é impressionante, mas criatividade falha. Sentimos muita falta de uma ocidentalização no cenário e coreografia... Percebi que os chineses têm muito orgulho da contribuição que deram à música e à dança, e foram fortemente afetados pela repressão, foco de pelo menos 3 dos 20 atos da performance sobre a cultura milenar chinesa.

E ontem, pra contrastar um pouco mais, tive um maior contato com a cultura americana ao assistir a uma partida de basquete no Madison Square Garden (http://www.thegarden.com/). O mais interessante não foi o jogo em si, principalmente pela derrota do Knicks (time nova iorquino), mas o envolvimento da torcida que gritava a cada passe - no ataque era "Let's-Go-Knicks", e na defesa, "De-fense". Além de que a cada pausa ou intervalo havia um jogo ou apresentação. As celebrities eram mostradas no telão e as pessoas vibravam para aparecer também...

Enfim, aqui o mundo inteiro se encontra mas nem todo mundo tem vez.

PS: Na festa brasileira conheci umas meninas que também tão fazendo Work Experience e não conseguiram emprego em lugar nenhum...