domingo, 16 de janeiro de 2011

Star Trek

Eu nunca assisti Star Trek mas achei interessante a comparação da Flávia. Ela é uma amiga de faculdade da Bia que veio de férias com o marido, Cláudio. Eles passaram o Ano Novo com a gente, depois foram esquiar em Denver, e voltaram pra cá anteontem. Bom, a Flávia comparou Nova York ao Star Trek, pois aqui é o lugar em que se reconhece o "planeta" a que a pessoa pertence, ou de onde vem.

Em cada trem de metrô tem pelo menos um indiano, um latino e é quase possível diferenciar os asiáticos da China, do Japão e da Coréia. Difícil aqui é encontrar um legítimo americano ou conhecer um autêntico nova iorquino. Não é preciso falar inglês pra viver em Nova York, às vezes eu sinto falta de não falar espanhol!

É interessante poder comparar cada cultura aqui reunida. Semana passada eu fui a Newark, a cidade com a maior concentração de brasileiros dos EUA, no aniversário de um amigo do Ronan. Foi a festa mais brasileira em que eu já estive, com direito a decoração de futebol e roda de samba ao vivo.

Na quinta-feira, com a Flávia (tia) e a Gabi, assisti a um ballet chinês (http://www.shenyunperformingarts.org/) no Lincoln Center, cuja técnica é impressionante, mas criatividade falha. Sentimos muita falta de uma ocidentalização no cenário e coreografia... Percebi que os chineses têm muito orgulho da contribuição que deram à música e à dança, e foram fortemente afetados pela repressão, foco de pelo menos 3 dos 20 atos da performance sobre a cultura milenar chinesa.

E ontem, pra contrastar um pouco mais, tive um maior contato com a cultura americana ao assistir a uma partida de basquete no Madison Square Garden (http://www.thegarden.com/). O mais interessante não foi o jogo em si, principalmente pela derrota do Knicks (time nova iorquino), mas o envolvimento da torcida que gritava a cada passe - no ataque era "Let's-Go-Knicks", e na defesa, "De-fense". Além de que a cada pausa ou intervalo havia um jogo ou apresentação. As celebrities eram mostradas no telão e as pessoas vibravam para aparecer também...

Enfim, aqui o mundo inteiro se encontra mas nem todo mundo tem vez.

PS: Na festa brasileira conheci umas meninas que também tão fazendo Work Experience e não conseguiram emprego em lugar nenhum...

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