domingo, 23 de janeiro de 2011

A hundred times blessed

Chegou o dia de eu escrever maravilhada! Finalmente, hoje posso dizer que meu coração está alegre e consegui ver todas as maravilhas que Deus tem feito ao meu redor. Da útlima semana pra cá eu fui abençoada tanto material como espiritualmente...

Até pensei em voltar pra casa de tanto que eu sentia falta do verão, do sol, de lagartear na praia... Tudo o que eu conseguia pensar era nas pessoas que amo desfrutando do nosso maravilhoso litoral catarinense. Que inveja! Mesmo tendo a rara chance de estar morando em Nova York, eu passei por essa crise. Sabe como Deus me mostrou que eu deveria ficar aqui? Um convite da Bia, pra passar as férias com ela... E sabe onde? No Havaí!!! Caramba! Eu pedi praia, sol e mar, mas não estava esperando isso no Havaí!

Além disso, a própria Bia é alguém especialmente colocada na minha vida. Sem que eu conte ela sabe qual a minha necessidade, e sem que eu peça ela me incentiva, aconselha e impulsiona no caminho certo...

No plano espiritual eu encontrei o que estava procurando em NY: uma igreja onde eu pudesse congregar e conhecer pessoas, fazer amizades... E não cheguei a qualquer uma! Depois de muitas orações, ela veio até mim pelo Facebook, num dos anúncios que ficam do lado direito da página. Um casal que morava na Austrália, e frequentava a Hillsong (sim, Lô!), há alguns anos teve um sonho de fundar uma igreja em NY, onde eles nunca haviam estado... Se mudaram pra cá na metade do ano passado, mas não sabiam por onde começar. Com três filhos, eles tinham que dar conta dos negócios e da igreja, cujo nome, também revelado (a cada um deles, separadamente), é Liberty. Bom, durante os últimos meses eles trabalharam na construção dessa igreja e depois de alguns encontros, hoje foi o primeiro culto! E eu participei! Eu senti aquela sensação de não querer mais sair de lá, encontrei o meu lugar, onde o Senhor queria que eu estivesse! Ah, e eu que fiquei pensando como poderia conseguir uma Bíblia em inglês, saí de lá com duas!

A Palavra começou em Gênesis 12:
The Lord had said to Abram, "Leave your native country, your relatives, and your father's family, and go to the land that I will show you. I will make ou into a great nation. I will bless you and make you famous, and you will be a blessing to others. I will bless those who bless you and curse those who treat you with contempt. All the families on earth will be blessed through you".
Isso tocou o coração de muitos que vieram a NY deixando seu país e família, inclusive e especialmente o meu. Mal posso esperar pelo que ainda está reservado!

Bom, o post de hoje é de agradecimento. Gostaria de pedir a quem quer que esteja lendo que faça uma oração agradecendo a Deus pelo que Ele está fazendo na vida desta sua filha, irmã, sobrinha, amiga, amiga da amiga, ou seja lá qual for o grau de relacionamento... Se quiser fazer algo mais, vá atrás do que eu encontrei pra ser igualmente abençoado(a), Jesus: Your love never fails, it never gives up, it never runs out on me.

PS: Pra não passar em branco... Essa semana também conheci o Metropolitan Museum of Art (http://www.metmuseum.org/), um dos maiores do mundo, com mais de 2 milhões de peças de arte. Novamente me deparei com galerias de Monet, onde eu poderia passar todos os meus dias...

domingo, 16 de janeiro de 2011

In New York, concrete jungle where dreams are made of...


É, NY é uma selva. Os filmes de que me lembro aqui são "O Diabo Veste Prada" e "Advogado do Diabo": tudo é aparência, dinheiro e diversão. Não sei se posso generalizar, mas onde trabalho as mulheres impressionam pelo visual, os homens pelas posses e não há compromisso. Qual será o significado da vida pra essas pessoas? O que eles fazem aqui?

I don't belong here...

Ultimamente eu tenho me questionado tanto e não consigo achar nenhuma resposta. Eu vim pra cá pra experimentar independência, autonomia e responsabilidade, tendo que tomar conta de mim e da minha casa. Deus me trouxe pra esta casa, pois provavelmente seria demais ter que me preocupar também com isso.

Eu ainda não sei que lição preciso aprender no trabalho, talvez humildade, mas tenho dificuldade. A pior e maior sensação é a de que eu não estou no lugar certo, que ainda não encontrei o que deveria aqui, e não tenho a mínima ideia de onde começar a procurar e nem sei se vou achar no tempo que me resta.

O meu inglês está sendo pouco praticado, e a fluência que eu esperava atingir ainda está distante. Eu não quero desistir e voltar pra casa, não perdi a esperança de que algo bom vai acontecer, mas tenho medo porque o tempo passa depressa... Um brinde às dúvidas, como diz a Flávia, cheers!

Since I made it here I can make it anywhere

Ontem passamos o dia preparando a chegada da Bia e da Vitória. Fizemos as coisas em conjunto, cada um contribuindo a sua maneira, para recepcioná-las de modo aconchegante. A Flávia e o Cláudio prepararam um jantar com carne e vinho, a outra Flávia comprou toalhas de mesa e cozinha e uma colcha pro quarto, a Gabi cozinhou deliciosos cupcakes de sobremesa, a Marcela ajudou nas compras e escolha dos sorvetes e eu fiz os dois primeiros arranjos de flores da minha vida, e fiquei feliz com o resultado. Pra Vitória colocamos presentes embaixo da árvore de Natal (eu dei um The Little Prince pop-up book).

Apesar do cansaço, a Bia é bem animada e alegre. Ainda não tivemos muito contato, porque a casa está cheia e eu me sinto como um peixe fora d'água. Todos de alguma forma são bem mais próximos dela que eu, até mesmo a Marcela, que chegou aqui através de amigos em comum e sua família encontrou com a Bia em Brasília.

O ponto alto da noite de ontem foi uma conversa que tive em inglês com a Flávia (amiga e professora de inglês), com quem pude desabafar e ser compreendida. Ela teve uma percepção interessante e verdadeira de mim, daquelas que nós mesmos distorcemos na maioria das vezes... Observou que eu sou mais adulta que a minha idade, que dou bastante valor à (minha) imagem, e gosto de beleza. Além disso, ouviu minhas angústias e entendeu como eu me sinto em relação ao emprego no Cipriani: "puro-sangue, puxando carroça", lembrou do Engenheiros. E com mais música foi me ajudando, essa que dá título e significa já que eu consegui aqui (em NY), posso fazê-lo em qualquer lugar.

Star Trek

Eu nunca assisti Star Trek mas achei interessante a comparação da Flávia. Ela é uma amiga de faculdade da Bia que veio de férias com o marido, Cláudio. Eles passaram o Ano Novo com a gente, depois foram esquiar em Denver, e voltaram pra cá anteontem. Bom, a Flávia comparou Nova York ao Star Trek, pois aqui é o lugar em que se reconhece o "planeta" a que a pessoa pertence, ou de onde vem.

Em cada trem de metrô tem pelo menos um indiano, um latino e é quase possível diferenciar os asiáticos da China, do Japão e da Coréia. Difícil aqui é encontrar um legítimo americano ou conhecer um autêntico nova iorquino. Não é preciso falar inglês pra viver em Nova York, às vezes eu sinto falta de não falar espanhol!

É interessante poder comparar cada cultura aqui reunida. Semana passada eu fui a Newark, a cidade com a maior concentração de brasileiros dos EUA, no aniversário de um amigo do Ronan. Foi a festa mais brasileira em que eu já estive, com direito a decoração de futebol e roda de samba ao vivo.

Na quinta-feira, com a Flávia (tia) e a Gabi, assisti a um ballet chinês (http://www.shenyunperformingarts.org/) no Lincoln Center, cuja técnica é impressionante, mas criatividade falha. Sentimos muita falta de uma ocidentalização no cenário e coreografia... Percebi que os chineses têm muito orgulho da contribuição que deram à música e à dança, e foram fortemente afetados pela repressão, foco de pelo menos 3 dos 20 atos da performance sobre a cultura milenar chinesa.

E ontem, pra contrastar um pouco mais, tive um maior contato com a cultura americana ao assistir a uma partida de basquete no Madison Square Garden (http://www.thegarden.com/). O mais interessante não foi o jogo em si, principalmente pela derrota do Knicks (time nova iorquino), mas o envolvimento da torcida que gritava a cada passe - no ataque era "Let's-Go-Knicks", e na defesa, "De-fense". Além de que a cada pausa ou intervalo havia um jogo ou apresentação. As celebrities eram mostradas no telão e as pessoas vibravam para aparecer também...

Enfim, aqui o mundo inteiro se encontra mas nem todo mundo tem vez.

PS: Na festa brasileira conheci umas meninas que também tão fazendo Work Experience e não conseguiram emprego em lugar nenhum...

New Year's Eve

2010 foi um ano muito marcante na minha vida. Foi intenso, cheio de emoções, boas e ruins. Foi igualmente forte em alegrias e sofrimentos. Experimentei dedicação e vitória no meu primeiro concurso público levado a sério; construí e fortaleci verdadeiras amizades; me aproximei de Deus e de Seu filho, Jesus; aprendi a valorizar a perfeição do meu corpo após 1 mês sem conseguir andar direito; perdi alguém muito importante, minha Mulher Maravilha, querida vó Lande; me apaixonei profundamente, daquele jeito que dói o coração e não sai da cabeça; viajei, viajei e viajei do começo ao fim: Rio de Janeiro, Ouro Preto, Buenos Aires, Brasília, e agora aqui estou, em Nova York.

Uma das queridas pessoas que estava comigo na entrada daquele ano veio repetir a dose e novamente passei a virada na companhia maravilhosa do Joel. Com a mesma energia que aproveitamos os fogos em Copacabana, dessa vez cantamos e dançamos no Cafe Wha? (http://cafewha.com/), um bar em Greenwich Village. Após um show de stand up comedy, a banda abriu a noite com All you need is love, dos Beatles... perfeito! A qualidade da banda é inquestionável e foi unânime a classificação da festa de Ano Novo dentre as melhores de nossas vidas: do Joel, da Vivi, do Ronan e minha...


Além deles, a família da Flávia (tia do Ronan) também participou: ela, o Mário e a fofa Gabi. E o casal de amigos da Bia, outra Flávia e Cláudio, animou a comemoração!


No dia seguinte, reencontrei outra amiga quase carioca após 1 ano, a Maria, de Ohio. Jantamos num restaurante brasileiro e depois ficamos conversando num bar no Village.

Work Friend Experience

Uma das coisas mais legais quando se viaja é conhecer pessoas novas, fazer amizades, criar laços... No meu caso, também aprofundar esses laços e fortalecer as relações. O período que a Vivi passou aqui foi muito bom, não só por ter a companhia maravilhosa dela e estreitar nossa amizade, mas porque serviu para me aproximar também do Ronan. Nós três criamos uma equipe, uma irmandade, uma família. Nós preparamos e desfrutamos de refeições quase banquetes; eles me esperavam de madrugada, quando eu chegava com os homemade cakes do Cipriani e nós comíamos em pé na cozinha; a gente assistia Friends até altas horas e no dia seguinte ficava conversando, cada um na sua cama, até espantar a preguiça pra levantar...

Nós passeamos pelo Upper West Side, visitamos o Lincoln Center, tiramos fotos no Central Park, andamos pela High Line e Chelsea Market (http://www.chelseamarket.com/)...


Com a Vivi eu ainda assisti emocionada ao ballet The Nutcracker (http://www.nycballet.com/nutcracker/nutcracker.html), que minha mãe me apresentou ainda na infância, e compartilhei a vista do Top of the Rock (http://www.topoftherocknyc.com/).


Também nos deliciamos com cupcakes, pizzas, cheesecakes (http://www.juniorscheesecake.com/) na Grand Central Station; aprofundamos nosso conhecimento com um interessante tour na ONU.


Dividimos o gosto pelos Beatles, e pelas ruas nova iorquinas e nos despedimos em alto estilo no Pastis (http://www.pastisny.com/), um bistrô francês no meatpacking district.


 A Vivi deixou saudades com seu retorno ao Brasil na semana passada e vai fazer falta pra me tirar da cama, mas em breve a gente se encontra (na praia!) e até lá vou conhecendo outras pessoas por aqui...


Let it snow!

Desde que eu cheguei a Big Apple já tivemos 2 tempestades de neve, e sei que isso preocupou minha família e amigos no Brasil.

Na primeira (26/12) eu estava no Woodbury, um centro de outlets nas proximidades... Despreparada e desacostumada, eu havia saído de casa com meu tênis de corrida (daqueles furadinhos). No final da tarde começou a nevar bastante, o que não encerrou a maratona de compras. Quando nos reunimos pra voltar pra casa (a Vivi, o Ronan e eu) a neve já tomava conta de toda a superfície e meus pés ficaram gelados. Ainda tivemos que caminhar sob a tempestade até o taxi que nos levaria até a estação de trem. Lá ficamos por quase meia hora, molhados, no frio, em pé, dentro de uma espécie de "cela", onde todos os estrangeiros consumistas de plantão faziam a mesma coisa, cheios de sacolas. Mais 1h de trem até a próxima estação, dormindo... Precisávamos trocar de trem, mas a outra linha estava desativada por causa do temporal. Eu quase chorava com medo de perder um ou alguns dedos. Meus amigos só confessaram a preocupação quando estávamos seguros em casa, antes tentavam me entreter. Pegamos outro tipo de trem, que para um pouco mais longe de casa. De lá nós andamos. As pernas afundavam na neve, o vento soprava forte e os flocos ainda caíam. Mochilas nas costas e sacolas nos braços... Com neve quase até os joelhos, eu olhava pra Vivi e começava a rir. Apesar de sofrida, a experiência até que foi engraçada, e felizmente todos chegamos inteiros!


 
A outra nevasca foi mais recente. Eu estava trabalhando no Cipriani e recebi uma mensagem do Ronan: "Tenta voltar mais cedo porque vai nevar". Já era tarde... Continuei meu turno até o final. Por alguns segundos tive que pegar outra linha de metrô pra voltar e acabei parando na estação errada. De novo tive que andar em meio a tempestade - de botas, dessa vez. Precisava ficar olhando pro chão, pois a neve não permitia que eu mantivesse a cabeça erguida. Enquanto andava, admirei a sombra que os flocos íam fazendo na neve já caída e me sentia agradecida por aquele espetáculo da natureza, ao mesmo tempo que continuava aborrecida por ter de enfrentá-lo de madrugada. Perdi o trem que atravessa o Rio Hudson até Jersey City, e fiquei lendo uma revista cristã por quase 40 minutos, questionando o porquê de passar por essas coisas... Quando saí da estação, um único taxi me esperava, somente ele estava trabalhando durante o temporal, inúmeras vezes eu dizia: Thank God! 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

I'm alive!

Só vou poder publicar algumas linhas hoje pra dizer que está tudo bem por aqui... Ainda vou dedicar um post a minha relação com o tempo, que passa muito depressa! Já foi mais de 1/3 da minha viagem (como me lembrou a Carol), quase não consigo compartilhar as novidades nem responder às mensagens de vocês... Quanto a isso, quero agradecer aqueles que comentaram ou enviaram emails carinhosos de bons desejos e força! Tenho lido todos com atenção mas nem sempre consigo responder... Em breve dou um jeito!

Bom, queria contar de todos os passeios que fiz com a Vivi (que foi embora no sábado) e o Ronan, da experiência da nevasca, da festa de Ano Novo, das novas reflexões, enfim... tudo que vem acontecendo in tha city! Mas agora tenho menos de 1h pra me arrumar pra mais uma jornada de Cipriani... com desânimo, infelizmente.

Ontem comecei a frequentar a gym aqui do prédio, o que com certeza vai me fortalecer em todos os sentidos... Hoje fiz as unhas sozinha, primeira vez em que tiro as cutículas (comentário bem girly, mas vá lá, deixa eu registrar este fato emocionante! rs). Sexta-feira provavelmente assistiremos a uma partida de basquete e passarei o final de semana em Washington (\o/), com a nova hóspede aqui da maison, Marcela! E a Bia, host mother, chega com a Vitória no dia 15 provavelmente... Estou curiosa pra conhecê-la, já sei que ela é uma pessoa especial por acolher as pessoas tão bem, mas também tudo indica que é uma mulher admirável, de acordo com os relatos do Ronan sobre sua trajetória.

Pra encerrar, uma fotinho pra matar as saudades...

Uma das melhores festas de Ano Novo ever!