domingo, 16 de janeiro de 2011

Since I made it here I can make it anywhere

Ontem passamos o dia preparando a chegada da Bia e da Vitória. Fizemos as coisas em conjunto, cada um contribuindo a sua maneira, para recepcioná-las de modo aconchegante. A Flávia e o Cláudio prepararam um jantar com carne e vinho, a outra Flávia comprou toalhas de mesa e cozinha e uma colcha pro quarto, a Gabi cozinhou deliciosos cupcakes de sobremesa, a Marcela ajudou nas compras e escolha dos sorvetes e eu fiz os dois primeiros arranjos de flores da minha vida, e fiquei feliz com o resultado. Pra Vitória colocamos presentes embaixo da árvore de Natal (eu dei um The Little Prince pop-up book).

Apesar do cansaço, a Bia é bem animada e alegre. Ainda não tivemos muito contato, porque a casa está cheia e eu me sinto como um peixe fora d'água. Todos de alguma forma são bem mais próximos dela que eu, até mesmo a Marcela, que chegou aqui através de amigos em comum e sua família encontrou com a Bia em Brasília.

O ponto alto da noite de ontem foi uma conversa que tive em inglês com a Flávia (amiga e professora de inglês), com quem pude desabafar e ser compreendida. Ela teve uma percepção interessante e verdadeira de mim, daquelas que nós mesmos distorcemos na maioria das vezes... Observou que eu sou mais adulta que a minha idade, que dou bastante valor à (minha) imagem, e gosto de beleza. Além disso, ouviu minhas angústias e entendeu como eu me sinto em relação ao emprego no Cipriani: "puro-sangue, puxando carroça", lembrou do Engenheiros. E com mais música foi me ajudando, essa que dá título e significa já que eu consegui aqui (em NY), posso fazê-lo em qualquer lugar.

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